Sombras na areia

Fotografias fascinantes que vão fazer pensar e letras de músicas eternas na nossa memória.

Nome:
Localização: Coimbra, Portugal

30 setembro, 2006

Pro Dia Nascer Feliz


Foto de Ricardo Costa

Barão Vermelho >> Pro Dia Nascer Feliz


Todo dia a insônia
Me convence que o céu
Faz tudo ficar infinito
E que a solidão
É pretensão de quem fica
Escondido, fazendo fita

Todo dia tem a hora da sessão coruja
Só entende quem namora
Agora vam' bora
Estamos, meu bem, por um triz
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo acordar
E a gente dormir

Pro dia nascer feliz
Essa é a vida que eu quis
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir
Todo dia é dia
E tudo em nome do amor
Essa é a vida que eu quis
Procurando vaga
Uma hora aqui, outra ali
No vai-e-vem dos teus quadris

Nadando contra a corrente
Só pra exercitar
Todo o músculo que sente
Me dê de presente o teu bis
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir, dormir

Pro dia nascer feliz
Essa é a vida que eu quis
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir

29 setembro, 2006

Mais Olhos Que Barriga


Foto de Ricardo Costa

Susana Félix >> Mais Olhos Que Barriga


O tempo, esse bandido clandestino
Salteador de estradas e memórias
Mistura numa névoa libertino
O passado e o futuro das histórias.


REFRÃO: O tempo de dizer a vida é breve
O tempo de viver há quem o diga
Só espera p'lo diabo que o leve
O tempo tem mais olhos que barriga.


Ensinou os dedos de rameira
Remexendo em tudo muito embora
Seja sem prazer que tudo queira
Trinque e deixe a meio e deite fora.


O tempo que se esconde de emboscada
O tempo que te foge a sete pés
O tempo que no fim não vale nada.

28 setembro, 2006

Caminho das Águas


Foto de Ricardo Correia

Maria Rita >> Caminho das Águas


Leva no teu bumbá, me leva
Leva que quero ver meu pai
Caminho bordado a fé, caminho das águas
Me leva que quero ver meu pai.
A barca segue seu rumo lenta,
Como quem já não quer mais chegar
Como quem se acostumou no canto das águas
Como quem já não quer mais voltar;
Os olhos da morena bonita,
A roda que to chegando já
Na roda conta com seu,
Ouvira a zabumba
Me leva que quero ver meu pai.

26 setembro, 2006

A Árvore dos Encantados


Foto de Raul Nunes

Cordel do Fogo Encantado >> A Árvore dos Encantados


Acorda levanta resolve
Há uma guerra no nosso caminho
Nos confins do infinito
Nas veredas estreitas do universo
Vejo
As cinzas do tempo
O renascimento
As danças do fogo
Purificação transporte
Escuto
O trovão que escapou
As ladainhas das mulheres secas
Herdeiros do fim do mundo
Isso não é real
Não
Isso não é real
A brotação das coisas
Herdeiros da Tempestade
Girando em torno do sol
Do sol
Girando em torno do sol
Vejo
Aquele cego sorrindo
No nevoeiro da feira
Aquele cego sorrindo
Beijo
A fumaça que sobe
O peito da santa
O cheiro da flor
árvore dos Encantados
Vim aqui outra vez pra tua sombra
árvore dos Encantados
Tenho medo mais estou aqui
Tenho medo mais estou aqui
Aqui Mãe
Aqui meu Pai
Em cima do medo coragem . Recado da Ororubá

25 setembro, 2006

O Amor Não Sabe Esperar


Foto de Pedro Moreira

Paralamas Do Sucesso >> O Amor Não Sabe Esperar


Sopra leve o vento leste
E encrespa o mar
Eu ainda te espero chegar

Vem a noite
Cai seu manto escuro devagar
Eu ainda te espero chegar

Não telefone, não mande carta
Não mande alguem me avisar
Não vá pra longe, não me desaponte
O amor não sabe esperar

Ficar só é a própria escravidão
Ver você é ver na escuridão
E quando o sol sair
Pode te trazer pra mim

Abro a porta, enfeito a casa
Deixo a luz entrar
Eu ainda te espero chegar

Escrevo versos
Rosas e incenso para perfumar
Eu ainda te espero chegar

Estar só é a própria escravidão
Ver você é ver na escuridão
E quando o sol sair
Tudo vai brilhar pra mim

23 setembro, 2006

Camaleão


Foto de Paulo Dionísio

Lenine >> Etnia Caduca


É o camaleão
Diante do arco-íris
Lambuzando de cores
Os olhos da multidão

É como um caldeirão
Misturando ritos e raças
É a missa da miscigenação

Um mameluco maluco
Um mulato muito louco
Moreno com cafuzo
Sarará com caboclo
Um preto no branco
E um sorriso amarelo banguelo

Galego com crioulo
Nissei com pixaim
Curiboca com louro
Caburé com curumimi

É o camaleão e as cores do arco-íris
Na maior muvuca
Ô, etnia caduca

A Maçã


Foto de Paulo Almeida

Deborah Blando >> A Maçã


Se eu te amo e tu me amas
Um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais

Se eu te amo e tu me amas
E outra vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita é tua beleza
Como podes ficar preso
Como um santo no altar

Quando eu te escolhi
Para ficar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter teu corpo, tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais

Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar

Quando eu te escolhi
Para ficar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter teu corpo, tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais

Se esse amor
Ficar entre nós dois
Vai ser tão pobre, amor
Vai se gastar

Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar

O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que a beleza de deitar.

22 setembro, 2006

Mulher, Vou Dizer Quanto Eu Te Amo


Foto de Nuno Pedroso

Chico Buarque >> Mulher, Vou Dizer Quanto Eu Te Amo


Mulher, vou dizer quanto eu te amo
Cantando a flor
que nós plantamos
que veio a tempo
nesse tempo que carece
dum carinho, duma prece
dum sorriso, dum encanto
Mulher, imagina o nosso espanto
Ao ver a flor que cresceu tanto
Pois no silêncio mentiroso
tão zeloso dos enganos
há de ser pura
como o grito mais profano
como a graça do perdão
E que ela faça vir o dia
dia a dia mais feliz
e seja da alegria
sempre uma aprendiz
Eu te repito
esse meu canto de louvor
ao fruto mais bendito
desse nosso amor

21 setembro, 2006

Monte Castelo


Foto de Nuno Luís

Legião Urbana >> Monte Castelo


Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.

É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja ou se envaidece.

Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É um não contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder.

É um estar-se preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.

Estou acordado e todos dormem todos dormem todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face.

É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade.

20 setembro, 2006

Família


Foto de Miluxa

Titãs >> Família


Família, família
Papai, mamãe, titia,
Almoça junto todo dia,
Nunca perde essa mania.
Mas quando a filha quer fujir de casa
Precisava descolar um ganha-pão
Filha de família se não casa
Papai, mamãe, não dão nem um tostão,
Família ê,
Família a
Família

Família, família,
Vovô, vovó, sobrinha.
Família, família
Janta junto todo dia.
Nunca perde essa mania
Mas quando o nenê fica doente
Procura uma farmácia de plantão
O choro do nenê é estridente
Assim não dá pra ver televisão.
Família ê
Família a
Família

Família, família
Cachorro, gato, galinha
Família, família
Vivi junto todo dia
Nunca perde essa mania
A mãe morre de medo de barata,
O pai vive com medo de ladrão,
Jogaram inseticida pela casa,
Botaram cadeado no portão.
Família ê
Família a
Família.

18 setembro, 2006

Gentil malmequer


Foto de Miguel Teotónio

Vinicius de Moraes >> Rancho Das Flores


Entes as prendas com que a natureza
Alegrou este mundoonde há tantatristeza
A beleza das flores realçaem primeiro lugar
É um milagredo aromaflorido
Mais lindo que todas as graças do céu
E até mesmo do mar
Olhem bem para a rosa
Não há mais formosa
É flor dos amantes
É rosa-mulher
Que em perfume e em nobreza
Vem antes do cravo
E do lírio e da Hortência
E da dália e dobom crisântemo
E até mesmo do puro e gentil malmequer
E reparem no cravo o escravo da rosa
Que é flor mais cheirosa
De enfeite sutil
E no lírio que causa o delírio da rosa
O martírio da alma da rosa
Que é a flor mais vaidosa e mais prosa
Entre as flores do nosso Brasil
Abram alas pra dália garbosa
Da cor mais vistosa
Do grande jardim da existência das flores
Tão cheias de cores gentis
E também para a Hortência inocente
A flor mais contente
No azul do seu corpo macio e feliz
Satisfeitada vida
Vem a margarida
Que é a flor preferida dos que tem paixão
E agora é a vez da papoula vermelha
A que dá tanto mel pras abelhas
E alegra este mundo tão triste
No amorque é o meu coração
E agora que temos o bom crisântemo
Seu nome cantemos em verso e em prosa
Porém que não tem a beleza da rosa
Que uma rosa não é só uma flor
Uma rosa é uma rosa,é uma rosa
É a mulher rescendendo de amor

17 setembro, 2006

Arranha-céu


Foto de Miguel Lopes

Milton Nascimento >> Beatriz



Olha, será que ela é moça, será que ela é triste
Será que é o contrário, será que é pintura o rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu, se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel e se eu pudesse entrar na suavida
Olha, será que é de louça, será que é de éter
Será que é loucura, será que é cenário a casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu, e se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel e se eu pudesse entrar na suavida
Sim, me leva para sempre Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão, para sempre é semprepor um triz
Ah ........Ah .... Diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha, será que é uma estrela, será que é mentira
Será que é comédia, será que é divina a vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu e se os pagantes exigirem bis

16 setembro, 2006

Fagulha para o fogo


Foto de Mário Silva

Fernanda Abreu >> A Onça


Quando sair, trancar a porta e o portão
Pedir a Ogum que me acompanhe nesse dia
Olhar pra mão, pra contramão
Pra toda a direção, ver se tá vento ou calmaria

O pé direito vai na frente, então me movo
Aperto o passo enquanto estudo o ambiente
Observar, do meu radar
O cérebro gelado enquanto o corpo segue quente

O meu olhar esquadrinhando a selva urvbana
O coração de quem não come há uma semana
Vou devagar, vou me cuidar
Trancar na jaula a fera humana

Olha o bicho, olha a onça
Corre se ela te atacar
Corre, cego, segue em frente
Não deixa ela te pegar

De noite a luz intensa dos meus olhos faróis
E de repente lá no céu uma estrela brilha
Como um sinal, como um punhal
Cortando o meu caminho, iluminando o que eu não via

Basta viver pra entrar num jogo perigoso
Basta o instante da fagulha para o fogo
Vou desarmar meu coração
Fugir de toda a confusão

O meu olhar esquadrinhando a selva urbana
O coração de quem não come há uma semana
Vou desarmar a minha mão
Fugir de toda a confusão

15 setembro, 2006

Entre as sombras da rua


Foto de Manuel Gonçalves

Pedro Abrunhosa >> Beijo


Não posso deixar que te leve
O castigo da ausência,
Vou ficar a esperar
E vais ver-me lutar
Para que esse mar não nos vença.
Não posso pensar que esta noite
Adormeço sozinho,
Vou ficar a escrever,
E talvez vá vencer
O teu longo caminho.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.

Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncioX 2
Contigo eu venço
Num beijo assim.

Não posso deixar de sentir-te
Na memória das mãos,
Vou ficar a despir-te,
E talvez ouça rir-te
Nas paredes, no chão.
Não posso mentir que as lágrimas
São saudades do beijo,
Vou ficar mais despido
Que um corpo vencido,
Perdido em desejo.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.

14 setembro, 2006

Already There


Foto de Luís Ventura

Goo Goo Dolls >> Already There


I look outside my window
Everything was blanketed in white
The neighbors pushing cars out
From snow that fell on us last night
Started thinking bout
The things we used to do when we were young
Back when things were simple
And getting up was fun
I couldn't care cause I'm already there

Turn around and face the clock
I'd sit and watch, as time went hopping by
I'm still growing up
My friends are growing old before my eyes
Count the stars above
Wonder when the heavens will subside
Knowing our two worlds
Will someday just collide
I couldn't care cause I'm already there.

Just a boy who's young at heart
His smile was a bit like yours today
Had a wife a kid some strife
Never had to go astray
Happiness abounds
Life was in full swing
At seventeen all the things he wanted
Were things he'd never see

It don't seem fair cause I'm already there

13 setembro, 2006

A Praia Do Mar


Foto de Luís Lobo Henriques

Madredeus >> A Praia Do Mar


Corre a menina à beira do mar
corre, corre, pela praia fora
que belo dia que está não está
e o primeiro a chegar não perde

Andam as ondas a rebentar
e o relógio a marcar horas
a sombra é quente, e quase não há
e o sol a brilhar já ferve

Corre a menina à beira do mar
corre enquanto a gaivota voa
vem o menino para a apanhar
e a menina sentindo foge

Anda o barquinho a navegar
vem do Porto para Lisboa
foge a menina da beira mar
foge logo quando a maré sobe

Andam a brincar
na praia do mar
as ondas do mar
andam a rebentar
na praia do mar
andam a brincar
as ondas do mar
andam a rebentar
as ondas do mar
andam a rebentar

E é tão bonita a onda que vem
como a outra que vejo ao fundo
a espuma branca que cada tem
é a vida de todo o mundo

12 setembro, 2006

Canto Latino


Foto de Jovelino Matos Almeida

Milton Nascimento >> Canto Latino


Você que é tão avoada
Pousou em meu coração
Moça, escuta esta toada
Cantada em sua intenção
Nasci com a minha morte
Dela não vou abrir mão
Não quero o azar da sorte
Nem da morte ser irmão
Da sombra eu tiro o meu sol
E de fio da canção
Amarro essa certeza
De saber que cada passo
Não é fuga nem defesa
Não é ferrugem no aço
É uma outra beleza
Feita de talho e de corte
E a dor que agora traz
Aponta de ponta o norte
Crava no chão a paz
Sem a qual o fraco é forte
E a calmaria é engano
Pra viver nesse chão duro
Tem de dar fora o fulano
Apodrecer o maduro
Pois esse canto latino
Canto pra americano
E se morre vai menino
Montando na fome ufano
Teus poucos anos de vida
Valem mais do que cem anos
Quando a morte é vivida
E o corpo vira semente
De outra vida aguerrida
Que morre mais lá na frente
Da cor de ferro ou de escuro
Ou de verde ou de maduro
A primavera que espero
Por ti, irmão e hermano
Só brota em ponta de cano
Em brilho de punhal ruço
Brota em guerra e maravilha
Na hora, dia e futuro

11 setembro, 2006

9 / 11 - The falling man


Foto de Ricard Drew



Live >> Overcome



even now
the world is bleedin'
but feelin' just fine
all numb in our castle
where we're always free to choose
never free enough to find
I wish somethin' would break
cuz we're runnin' out of time

and I am overcome (yeah)
I am overcome
holy water in my lungs
I am overcome

these women in the street pullin' out their hair
my master's in the yard
givin' light to the unaware
this plastic little place
is just a step amongst the stairs

and I am overcome (yeah)
I am overcome (baby)
holy water in my lungs (yeah)
I am overcome

so drive me out
out to that open field
turn the ignition off
and spin around
your help is here
but I'm parked in this open space
blockin' the gates of love

and I am overcome (yeah)
I am overcome (baby)
holy water in my lungs (yeah)
I am overcome (yeah, yeah)

I am overcome (oh Lord)
I am overcome (baby)
holy water in my lungs (holy water, holy water)
I am overcome

beautiful drowning
this beautiful drowning
this holy water
this holy water is in my lungs

and I am overcome
I am overcome (yeah, yeah)
I... I... I am overcome
I am overcome

Green Day >> Wake Me Up When September Ends



Summer has come and passed
The innocent can never last
Wake me up when september ends

Like my fathers come to pass
Seven years has gone so fast
Wake me up when september ends

Here comes the rain again
Falling from the stars
Drenched in my pain again
Becoming who we are

As my memory rests
But never forgets what I lost
Wake me up when september ends

Summer has come and passed
The innocent can never last
Wake me up when september ends

Ring out the bells again
Like we did when spring began
Wake me up when september ends

Here comes the rain again
Falling from the stars
Drenched in my pain again
Becoming who we are

As my memory rests
But never forgets what I lost
Wake me up when september ends

Summer has come and passed
The innocent can never last
Wake me up when september ends

Like my father`s come to pass
Twenty years has gone so fast
Wake me up when september ends
Wake me up when september ends
Wake me up when september ends

10 setembro, 2006

A Luz Que Acende O Olhar


Foto de José Gama

Deborah Blando >> A Luz Que Acende O Olhar


A luz que acende o olhar;
Vem das estrelas no meu coração;
Vem de uma força que me fez assim;
Vem das palavras, lembranças e flores
Regadas em mim.

O tempo pode mudar;
A chuva lava o que já passou;
Resta somente o que eu já vivi;
Resta somente o que ainda sou.

A luz que acende o olhar;
Vem pelos cantos da imaginação;
Vem por caminhos que eu nunca passei;
Como se a vida soubesse de sonhos;
Que eu nunca sonhei.

Vem do infinito, da estrela cadente,
Do espelho, da alma, dos filhos da gente,
De algum lugar,
Só pra iluminar a força.

Vem de onde eu venho de tudo que acende;
A vida, calada, me olha e entende;
O que eu sou, tudo que é maior;
Vem do amor;
Vem do amor.
A luz que acende o olhar;
Vem dos romances que viram poesia;
Vem quando quer, se quiser, se vier;
Vem pra acender e mostrar o amor;
Que a gente não via.

Vem como um passe de pura magia;
Como se eu visse e jurasse;
Que há tempo já te conhecia;

Vem do infinito, da estrela cadente,
Do espelho, da alma, dos filhos da gente,
De algum lugar,
Só pra iluminar a força.

Vem de onde eu venho de tudo que acende;
A vida, calada, me olha e entende;
O que eu sou, tudo que é maior;
Vem da luz que acende o olhar;

Vem das histórias que me adormeciam;
Vem do que a gente não consegue ver;
Vem e me acalma, me traz e me leva;
Pra perto de você;
E me leva;
Mais pra perto de você.

09 setembro, 2006

Farewell Angelina


Foto de Jorge Jacinto

Jeff Buckley >> Farewell Angelina


farewell angelina
the bells of the crown
are being stolen by bandits
I must follow the sound
the triangle tingles
and the trumpets play slow
farewell angelina
the sky is on fire
and I must go


there's no use in talking
there's no need for blame
there's nothing to prove
ev'rything's still the same
a table stands empty
by the edge of the sea
farewell angelina
the sky's changing colours
and I must leave


the jacks and the queens
have forsaked the courtyard
fifty-two gypsies
now file past the guards
in the space where the deuce
and the ace once ran wild
farewell angelina
the sky is folding
and I'll see you after a while


see the cross-eyed pirates sitting
perched in the sun
shooting tin cans
with a sawed-off shotgun
and the corporals and the neighbors
clap and cheer with each blast
but farewell angelina
the sky is trembling
and I must leave fast


king kong, little elves
on the rooftops they dance
valentino-type tangos
while the make-up man's hands
shut the eyes of the dead
not to embarrass anyone
farewell angelina
the sky's spreading over
and I must be gone


the camoflagued parrot
he flutters from fear
when something he dont
know about suddenly appears
what cannot be imitated
perfect must die
farewell angelina
the sky's spreading over
and I must go where it is dry


machine guns are roaring
the puppets heave rocks
and mistunderstood visions
at the faces of clocks
call me any name you like
I'll never deny it
farewell angelina
i must go where it's quiet

A Procura De Descanso


Foto de Joaquim Fonseca

Viviane >> A Procura De Descanso


Senhor, estou sozinha sem direção
Igual um passarinho sem ninho
A procura de lugar onde possa descansar
Para ver o sol brilhar

Senhor, eu vou seguindo na intenção
De ter logo o meu abrigo
Sou alguém que quer lugar
Onde possa descansar
Para ver o sol brilhar

Olho agora e vejo Jesus
Com amor a me convidar
Nada tenho mais a temer
Encontrei meu doce lar

Senhor, eu vou seguindo na intenção
De ter logo o meu abrigo
Sou alguém que quer lugar
Onde possa descansar
Para ver o sol brilhar
Para ver o sol brilhar

Olho agora e vejo Jesus
Com amor a me convidar
Nada tenho mais a temer
Encontrei meu doce lar
Encontrei meu doce lar
Encontrei meu doce lar.

07 setembro, 2006

Figueira da Foz

Estas fantásticas fotos da Figueira (talvez da década de 50) foram-me enviadas por uma amiga conhecedora da minha paixão pela rainha das praias portuguesas. Numa época em que ter carro e fazer férias era um luxo só para alguns, apreciem a enchente e o areal bem mais reduzido que fez da Figueira uma pérola da nossa magnífica costa.









06 setembro, 2006

Gentileza


Foto de João Viegas

Marisa Monte >> Gentileza


Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta.

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca

Nos que passamos apresados
Pelas ruas da cidade merecemos
Ler as letras e as palavras de gentileza

Por isso eu pergunto
A você do mundo
Se e mais inteligente
Um livro ou sabedoria.

O mundo e uma escola
A vida e um circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o profeta.

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca

Por isso eu pergunto
A você do mundo
Se e mais inteligente
Um livro ou sabedoria.

O mundo e uma escola
A vida e um circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o profeta.

04 setembro, 2006

A Carta


Foto de João Vasco

Toranja >> A Carta


Não falei contigo
com medo que os montes e vales que me achas
caíssem a teus pés...

Acredito e entendo
que a estabilidade lógica
de quem não quer explodir
faça bem ao escudo que és...

Saudade é o ar
que vou sugando e aceitando
como fruto de Verão
nos jardins do teu beijo...

Mas sinto que sabes que sentes também
que num dia maior serás trapézio sem rede
a pairar sobre o mundo
e tudo o que vejo...

É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
Que a minha bola de cristal é folha de papel
Nela te pinto nua, nua...
numa chama minha e tua

Desconfio que ainda não reparaste
que o teu destino foi inventado
por gira-discos estragados
aos quais te vais moldando...
E todo o teu planeamento estratégico
de sincronização do coração
são leis como paredes e tetos
cujos vidros vais pisando...

Anseio o dia em que acordares
por cima de todos os teus números
raízes quadradas de somas subtraídas
sempre com a mesma solução...
Podias deixar de fazer da vida
um ciclo vicioso
harmonioso do teu gesto mimado
e à palma da tua mão...

É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
e a minha bola de cristal é folha de papel
Nela te pinto nua
Numa chama minha e tua

Desculpa se te fiz fogo e noite
sem pedir autorização por escrito
ao sindicato dos Deuses...
mas não fui eu que te escolhi.
Desculpa se te usei
como refúgio dos meus sentidos
pedaço de silêncios perdidos
que voltei a encontrar em ti...

É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago feiticeiro...

Nela te pinto nua, nua...
Numa chama minha e tua

Ainda magoas alguém
O tiro passou-me ao lado
Ainda magoas alguém
Se não te deste a ninguém
magoaste alguém
A mim... passou-me ao lado

03 setembro, 2006

Periferia é Periferia


Foto de João Pejapes

Racionais Mc's >> Periferia é Periferia


Este lugar é um pesadelo periférico
Fica no pico numérico de população
De dia a pivetada a caminho da escola
À noite vão dormir enquanto os manos "decola"
Na farinha... hã! Na pedra... hã!
Usando droga de monte, que merda! há!
Eu sinto pena da família desses cara!
Eu sinto pena, ele quer mas ele não pára!
Um exemplo muito ruim pros moleque.
Pra começar é rapidinho e não tem breque.
Herdeiro de mais alguma Dona Maria
Cuidado, senhora, tome as rédeas da sua cria!
Fodeu, o chefe da casa, trabalha e nunca está
Ninguém vê sair, ninguém escuta chegar
O trabalho ocupa todo o seu tempo
Hora extra é necessário pro alimento
Uns reais a mais no salário, esmola do patrão
Cusão milionário!
Ser escravo do dinheiro é isso, fulano!
360 dias por ano sem plano.
Se a escravidão acabar pra você
Vai viver de quem? Vai viver de quê?
O sistema manipula sem ninguém saber.
A lavagem cerebral te fez esquecer.
que andar com as próprias pernas não é difícil.
Mais fácil se entregar, se omitir.
Nas ruas áridas da selva.
Eu já vi lágrimas demais,
o bastante pra um filme de guerra!
Refrão (3x)
"Aqui a visão já não é tão bela
Se existe outro lugar.
Periferia é periferia."
Um mano me disse que quando chegou aqui
Tudo era mato e só se lembra de tiro, aí
Outro maluco disse que ainda é embaçado
Quem não morreu, tá preso sossegado.
Quem se casou, quer criar o seu pivete ou não.
Cachimbar e ficar doido igual moleque, então.
A covardia dobra a esquina e mora ali.
Lei do Cão, Lei da Selva, hã...
Hora de subir !
"Mano, que treta, mano! Moó treta, você viu?
Roubaram o dinheiro daquele tio!"
Que se esforça sol a sol, sem descansar!
Nossa Senhora o ilumine, nada vai faltar.
É uma pena. Um mês inteiro de salário.
Jogado tudo dentro de um cachimbo, caralho!
O ódio toma conta de um trabalhador,
Escravo urbano.
Um simples nordestino.
Comprou uma arma pra se auto-defender.
Quer encontrar
o vagabundo, desta vez não vai ter... "boi"
Não vai ter "boi"
"Qual que foi?"
Não vai ter "boi"
"Qual que foi?"
A revolta deixa o homem de paz imprevisível.
Com sangue no olho, impiedoso e muito mais.
Com sede de vingança e prevenido.
Com ferro na cinta, acorda na...
madrugada de quinta.
Um pilantra andando no quintal.
Tentando, roubando as roupas do varal.
Olha só como é o destino, inevitável!
O fim de vagabundo, é lamentável!
Aquele puto que roubou ele outro dia
Amanheceu cheio de tiro, ele pedia !
Dezenove anos jogados fora!
É foda!
Essa noite chove muito.
Por que Deus chora?
Refrão (3x)
Muita pobreza, estoura violência!
Nossa raça está morrendo.
Não me diga que está tudo bem!
Vi só de alguns anos pra cá, pode acreditar.
Já foi bastante pra me preocupar.
Com dois filhos, periferia é tudo igual.
Todo mundo sente medo de sair de madrugada e tal.
Ultimamente, andam os doidos pela rua.
Loucos na fissura, te estranham na loucura.
Pedir dinheiro é mais fácil que roubar, mano!
Roubar é mais fácil que trampar, mano!
É complicado.
O vício tem dois lados.
Depende disso ou daquilo, tá tudo errado.
Eu não vou ficar do lado de ninguém, por que?
Quem vendia droga pra quem? Hã!
Vem pra cá de avião ou pelo porto ou cais.
Não conheço pobre dono de aeroporto e mais.
Fico triste por saber e ver
Que quem morre no dia a dia é igual a eu e a você.
Periferia é periferia.
Periferia é periferia.
"Milhares de casas amontoadas"
Periferia é periferia.
"Vacilou, ficou pequeno. Pode acreditar"
Periferia é periferia.
"Em qualquer lugar. Gente pobre"
Periferia é periferia.
"Vários botecos abertos. Várias escolas vazias."
Periferia é periferia.
"E a maioria por aqui se parece comigo"
Periferia é periferia.
"Mães chorando. Irmãos se matando. Até quando?"
Periferia é periferia.
"Em qualquer lugar. É gente pobre."
Periferia é periferia.
"Aqui, meu irmão, é cada um por si"
Periferia é periferia.
"Molecada sem futuro eu já consigo ver"
Periferia é periferia.
"Aliados, drogados, então..."
Periferia é periferia.
"Escute o meu recado. Deixe o crack de lado"

02 setembro, 2006

Arte Longa


Foto de Inácio Freitas

Geraldo Azevedo >> Arte Longa


O mundo é grande para os nossos desencontros
A arte é longa, vida breve fim
Mas como pode um mar tão grande
Caber num mundo pequenino assim

Meu violão não pesa muito
Carrega tantas canções
Fico pensando
Se um amor dos grandes
Pode habitar pequenos corações

Meu sapato carregado de distâncias
Meu chapéu cheio de sonhos sem fim
Fico pensando
Que por mais que eu ande
Eu não consigo me afastar de mim

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